Dicas para as crianças se alimentarem bem

As mães costumam relatar que, nos primeiros meses de vida, os meninos costumam ser mais glutões ao mamar. No entanto, essa diferença fica menos evidente após o desmame (seja do peito ou da mamadeira). Tanto que as regras para ensiná-los a comer bem – e de tudo! – são as mesmas, claro. A nutricionista Alessandra Rodrigues, especialista em nutrição clínica, dá algumas dicas a seguir.

Rotina é tudo!
Em primeiro lugar, desde as primeiras papinhas, é preciso estabelecer uma rotina alimentar. Ou seja, as refeições precisam ter hora e local marcado (e não é na frente da TV, claro). Quando feitas em família, as chances da criança se alimentar melhor são maiores. “O exemplo e a companhia dos pais é fundamental”, explica a nutricionista, que faz parte do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC-FMUSP. Não é à toa que muitas vezes a criança come melhor na escola, onde o grupo serve de incentivo, do que em casa, sozinha. E atenção, se essa é a única hora do dia em que a família se reúne, evite tratar de assuntos sérios à mesa. Do contrário, a criança pode associar o momento a discussões.
A comida, vale lembrar, precisa ser gostosa e bem apresentada para despertar a atenção – seja dos adultos ou das crianças. Por isso, nada de misturar os alimentos como se fossem uma pasta. Mesmo os bebês podem e devem mastigar tudo, para distinguir a textura e o gosto de cada um deles. “Para tanto, nada melhor do que deixá-los brincar com a comida”, sugere a nutricionista.

Caso ela recuse algum alimento, seja paciente. Tente oferecê-lo em outras ocasiões e com apresentações distintas (em um suflê ou na sopa, por exemplo). O ideal é provar o alimento pelos menos vinte vezes, segundo a especialista, para ter certeza de que realmente não gostamos dele.

Atenção total
A velha tática do aviãozinho, assim como outras distrações mais modernas, como tablets ou DVD’s portáteis, só atrapalham. Pode ser mais fácil fazer com que a criança engula a comida dessa forma, mas o problema é que ela só saberá se alimentar assim.

Obrigar a criança a raspar o prato também está fora de cogitação. O hábito, aliás, favorece a obesidade, pois ela não vai saber identificar quando está realmente saciada. Se a criança der duas ou três colheradas, não insista. Guarde o prato e ofereça dali uma hora – a mesma refeição e não um lanche para substitui-la. “Muitas vezes, a criança come tanto entre as refeições, que chega à mesa sem fome”, explica Alessandra.

Outra maneira bacana de incentivar as crianças a comerem de tudo é levá-la junto com você à feira ou ao supermercado, assim como pedir a ajuda dela na hora de preparar as refeições. Associar a comida aos personagens que ela gosta também é lúdico. Você pode dizer que a Rapunzel come cenoura para ficar com os cabelos fortes e bonitos – poderia ser verdade, afinal!

Fonte: Revista CRESCER